“O Amor de Cristo nos uniu!”: Em clima de gratidão, Dom Messias preside a Missa do Crisma, celebrando a comunhão de toda a Igreja

“Deixemo-nos novamente sermos tocados pela Palavra de Deus que acabamos de ouvir. Permitamos que ela toque os nossos corações e nos revigore para permanecermos na alegria de povo ungido do Senhor.” Com essas palavras, Dom Messias dos Reis Silveira, Bispo Diocesano de Teófilo Otoni, iniciou sua homilia durante a Missa dos Santos Óleos, ocorrida nesta segunda-feira (11), às 19h, na Catedral Diocesana Nossa Senhora da Imaculada Conceição. Esta celebração ocorre tradicionalmente na manhã da Quinta-feira Santa, mas, devido à necessidade pastoral da Diocese, ocorre na segunda-feira, sendo um dia mais propício para todo o clero se mobilizar para participar.

Celebração de grande importância para a Diocese, é também chamada de “Missa da Unidade”, visto que ela expressa a comunhão diocesana em torno do Mistério Pascal de Cristo. Reuniu-se, neste dia, o clero diocesano, seminaristas, religiosos das diversas congregações que atuam na Diocese e leigos e leigas representantes de todas as 43 paróquias que compõe a Diocese de Teófilo Otoni. 

Durante a cerimônia, em um dos pontos mais marcantes, foram abençoados os Santos Óleos dos Catecúmenos e dos Enfermos e consagrado o Óleo Santo Crisma – motivo pelo qual esta celebração é chamada de “Missa dos Santos Óleos” ou “Missa do Crisma” –, que serão utilizados durante todo o ano, nos diversos sacramentos administrados pela Igreja aos seus fiéis. Também, durante esta Eucaristia, os padres renovam suas promessas sacerdotais, pronunciadas no dia da ordenação.

Durante a homilia, Dom Messias recordou, o fato de que, por dois anos seguidos, a Missa do Crisma teve de ser celebrada de forma atípica, em virtude da pandemia de Covid-19, ressaltando a alegria de, enfim, ver a Igreja Catedral novamente cheia e em festa e comunhão diocesana. Em suas palavras, acrescentou o bispo, “depois de dois anos celebrando a Missa Crismal com a presença reduzida de sacerdotes e até mesmo fora do tempo litúrgico previsto, hoje temos a alegria de estarmos reunidos com vida e disposição, unidos a muitos irmãos e irmãs que rezam conosco de suas casas, através das redes sociais.”

Em todo o tempo, Dom Messias recordou e reforçou a vocação sacerdotal, explicando muitos dos sinais usados durante a ordenação presbiteral, dando uma ênfase ao sentido e importância das mãos ungidas de um sacerdote e como elas devem estar intimamente ligadas ao serviço com o próximo e mais necessitados, exemplificando essa dimensão de serviço com diversos fatos narrados na Bíblia, em que as mãos foram importante ferramenta de auxílio ao que necessitava de ajuda. 

Citando a Campanha da Fraternidade desse ano de 2022, recordou a importância da unidade diocesana, destacando três realidades: fraternidade e educação; o plano de pastoral; e sínodo 2023.

A começar pela importância da educação no projeto de Deus, Dom Messias exortou aos fiéis que “a Igreja está nos chamando para não descuidarmos da educação e fraternidade. Não se trata apenas da educação nas Escolas e Universidades, mas de compreender a educação enquanto ação humana integral e divina”; chamando atenção para o fato de que a Bíblia “mostra a história de um Deus que educa seu povo, caminhando com ele e compreendendo suas fragilidades, respeitando suas etapas e alertando diante dos erros.” Exortou ainda dizendo que, como cristãos, assim também devemos ser todos nós.

A segunda exortação foi quanto a não desconsiderar o V Plano de Pastoral, em que Dom Messias explicou que ele é “para nossa Igreja Particular um instrumento de unidade e comunhão, pois aponta pistas concretas para anunciar a Palavra, oferecer o Pão que nutre a fé do povo, ser uma Igreja Samaritana, conscientizando as próprias comunidades da necessidade de cuidar umas das outras, do ponto de vista humano, ecológico, sustentável, econômico, social e religioso, agindo com Caridade e praticando a Ação Missionária, sendo Igreja em saída.”

Por fim, Dom Messias recordou do processo sinodal que toda a Igreja no mundo está passando, reforçando a importância de todas as paróquias, em suas comunidades, se envolvam nos trabalhos feitos em prol desse processo de construção coletiva e contínua da Igreja, em espírito de igualdade, em que todos são ouvidos, “para juntos fazermos a experiência de fé, frente aos desafios internos e externos que se apresentam em nosso dia a dia”, finalizou Dom Messias.

Foi um momento de muita alegria, de muita gratidão a Deus, em que percebemos que Ele, a todo tempo, tem sustentado e fortalecido, cada dia mais, a unidade em nossa Igreja Particular de Teófilo Otoni.

Sem dúvidas ainda há muito trabalho pela frente, até retornarmos à normalidade que tínhamos antes da pandemia. Porém, como toda certeza, com a celebração da Missa do Crisma, saímos todos com o coração alegre, renovado, retornando para as nossas Paróquias com o desejo ardente de sermos, sempre mais, uma Igreja unida, em comunhão, participação e missão.

Seminarista João Pedro Alves Rocha

Segundo Ano do Discipulado

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