Missa do Crisma ,consagração e bênção dos óleos

Aconteceu nesta segunda a missa do Crisma, onde Dom Messias juntamente com seu Clero revive nesta celebração a instituição do Sacerdócio. Por causa das circunstâncias atuais a diocese por orientação do Bispo, realizou uma celebração com o número reduzido de pessoas, estavam presentes somente os padres da cidade de Teófilo Otoni, os representantes dos setores, o Vigário Geral, os seminaristas que receberão o diaconato neste ano e os seminaristas que auxiliaram no presbitério. Nessa missa manifesta-se o mistério do sacerdócio de Cristo,participado pelos ministros constituídos em cada Igreja local, que renovaram seu compromisso ao serviço de Deus.

A unidade diocesana foi expressa através dos meios de comunicação, rádios e páginas do facebook. Dessa maneira houve a conexão espiritual de todos. E durante a celebração Dom Messias consagrou e abençoou os óleos que são usados nos diversos sacramentos. O Crisma – óleo misturado com perfumes para  significar o dom do Espírito Santo no batismo, na crisma, na ordem; o óleo para os catecúmenos e o óleo para os enfermos, sinal da força que liberta do mal e sustenta na provação da doença.

Também aconteceu a profissão de fé e juramento de fidelidade dos seminaristas: Filipe, Flávio, José Maria e Ramon que estão em ano pastoral em preparação para receberem o sacerdócio.

Homilia de Dom Messias

Aqui estamos celebrando a Missa do Crisma, também conhecida como Missa da Unidade. Nesta Missa o Bispo com seu presbitério e com os representantes das paróquias, seminaristas e consagrados celebra a instituição do sacerdócio, abençoa os óleos dos Catecúmenos, dos Enfermos e consagra o óleo do Crisma. Neste ano rezamos pedindo a graça de alcançarmos o fim da pandemia do coronavírus. Não foi possível reunir muitas pessoas aqui na Catedral. Temos aqui poucos sacerdotes. Os outros estão rezando conosco, nas suas casas, através dos meios de comunicação.

Saúdo os sacerdotes, seminaristas e a equipe de Liturgia e da Pascom que aqui se encontra.

 Saúdo os rádio ouvintes que nos acompanham através da rádio Teófilo Otoni e das outras  rádios que estão em cadeia transmitindo essa Santa Missa.

Os internautas que rezam conosco através do Facebook.  Acredito que neste momento estamos chegando a milhares de pessoas em nossa diocese e fora dela e, porque não dizer, até fora do nosso País.

A Liturgia da Palavra nos falou da unção. A primeira leitura falou de uma unção do Espírito. O Senhor me ungiu e me enviou. É uma unção para ser  espalhada como unção do bem. Unção para chegar às pessoas através do anúncio da palavra divina, da cura das feridas, da libertação, do anúncio de um tempo da Graça de Deus para todos, do consolo aos que choram. Unção que chega através da doação do óleo da alegria (Cf Is 61,1-3a. 6. 8b-9) O Salmo (88/89)  nos falou da unção com óleo sagrado  a  Davi para ser o servidor como rei. Na segunda leitura podemos antever a unção da humanidade com o sangue de Jesus que libertou a todos do pecado. A partir da redenção surge uma nova humanidade (Cf: Ap 1,5-8) . No Evangelho vimos Jesus proclamando a unção que fora anunciada por Isaías. Depois de proclamar, Jesus mesmo começou a ungir com suas palavras as pessoas que ali estavam. “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabais de ouvir” (Lc 4, 21). Jesus é a unção do Pai para nós. Ao finalizar a sua missão neste mundo Jesus quis permanecer conosco. Ele instituiu o sacerdócio para que a humanidade continuasse sendo ungida com a presença e graça Dele.

Hoje, antecipando a Quinta Feira Santa, celebramos a instituição do sacerdócio. É um dia para reviver a graça da ordenação sacerdotal. Todos os anos, na Missa do Crisma, os padres renovam suas promessas sacerdotais, aquelas que foram feitas no dia da ordenação. É o que farão os  sacerdotes que  estão aqui e os que estão em suas casas, unidos a nós pelos meios de comunicação.  Essa renovação nos traz a esperança de ver nossa Diocese sendo ungida pela alegria da ação sacerdotal. No dia da ordenação o sacerdote é ungido para ungir o povo com óleo de alegria.

O Papa Francisco em 2014, na Missa do Crisma, disse que na alegria sacerdotal se encontram três característica significativas: uma alegria que nos unge, uma alegria incorruptível e uma alegria missionária. Vamos ouvir de novo aquelas tão significativas palavras do Santo Padre.

Na alegria que unge ele disse que a unção penetrou o intimo do coração, configurou-o e o fortificou. Na ordenação fomos ungidos até os ossos… e a nossa alegria, que brota de dentro, é o eco desta unção. O sacerdote é feliz, mesmo na cruz.  Ele tem uma unção para levar ao povo. Ele é depósito e canal da unção. 

Na alegria incorruptível o Santo Padre lembra que a unção dada ninguém pode tirar. Permanece para sempre. O padre pode ser demitido do estado clerical, mas a unção permanece. Essa unção pode às vezes ser atormentada e sufocada pelo pecado, ou pelas preocupações, mas no fundo permanece intacta como o tição aceso coberto de cinzas, pois pode se renovar. Permanece sempre atual a recomendação de Paulo a Timóteo: “reaviva o fogo do dom Deus , que está em ti pela imposição de minhas mãos” (cf 2 Tm 1,6).

O Papa falou ainda da alegria missionária.  Essa se relaciona diretamente ao apostolado. A unção ordena-se a ungir o povo de Deus: para batizar, confirmar, curar, consagrar, abençoar, consolar e evangelizar. É uma alegria que flui quando o pastor está no meio do povo. Como os padres estão sofrendo nestes dias por não poder encontrar com o povo. O contato e a comunhão com o povo renova o sacerdócio. A espiritualidade e santidade do povo faz o sacerdote crescer.

Assim a unção sacerdotal que penetra todo o ser do sacerdote leva o mesmo a ungir o povo. Eu desejo muito que a nossa Diocese seja ungida pela evangelização, pela oração, pelo testemunho, pela caridade, pelas celebrações onde o povo encontra o pão que nutre a sua fé e pela ação missionária. O povo agora está nas casas. Como Cristo entrou na casa de Zaqueu  para ungi-lo com a sua palavra, é preciso que Ele entre também em nossas casas. Há muita gente precisando da unção de Cristo.

Daqui a pouco vou abençoar os óleos do Batismo, dos Enfermos e consagrar o óleo do Crisma. Grande é nossa  esperança que a unção batismal seja despertada, onde ela está escondida como brasa sob as cinzas. Com estes óleos abençoados vão ser ungidos os novos discípulos de Jesus. Os fragilizados pela doença e pela velhice serão ungidos com o óleo dos enfermos. Não falte a alegria da unção aos que sofrem. É a unção sacerdotal alcançando as pessoas em toda nossa Diocese.  Com o óleo consagrado do Crisma serão ungidos os neo batizados, os crismandos, os quatro  jovens que serão ordenados presbíteros e as Igrejas que serão dedicadas.

Exorto a cada sacerdote, religioso/a, cristãos leigos e leigas a sentir-se ungido pelo Senhor, pois hoje ele olha para cada um de nós e nos diz: “Hoje se cumpriu essa palavra que acabastes de ouvir” (Lc 4,21). O Espírito do Senhor ungiu  a Igreja. Ela tem os seus ministros ordenados. Este ministério foi instituído por Jesus. O sacerdote é ungido e enviado a ungir. Não falte a unção de Cristo em nossas vidas, na vida da Diocese e na vida da Igreja.

Peçamos que a  unção de Cristo cure a humanidade da covid-19, proteja as pessoas, fortaleça os agentes de saúde e nos dê a esperança de em breve vivermos a alegria do reencontro.  Estamos com saudades de vocês.

A messe é grande e os operários são poucos. Rezemos por aqueles que o Senhor está chamando e pelos que Ele está preparando para serem ungidos com a graça da ordenação sacerdotal. 

Peçamos a Virgem Maria, Senhora da Conceição que foi ungida pelas palavras do Anjo Gabriel e levou essa unção a Isabel, para que venha a unção generosa de Cristo sobre nossa Diocese, que celebra o seu jubileu, ainda que nestes dias esteja em isolamento social. A alegria do Senhor continue sendo a nossa força.

Dom Messias

Bispo Diocesano

Por: Assessoria de Comunicação

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