Clero da Diocese de Teófilo Otoni se reuni para seu retiro anual e elege seu novo representante dos presbíteros.

Na tarde de segunda-feira, 12 de julho, o clero da Diocese de Teófilo Otoni reuniu-se na casa de oração (casa de retiros e encontros da diocese) pela primeira vez desde o início da Pandemia para seu retiro anual. Antes do início do Retiro, Dom Messias dos Reis Silveira, bispo diocesano abordou alguns assuntos, entre eles a eleição do novo representante dos presbíteros. O cargo vinha sendo ocupado por padre Erivelto que trabalha atualmente na paróquia Senhor Bom Jesus na cidade de Mendes Pimentel.

Após a eleição que definiu o padre Geraldo Divino que trabalha na paróquia São Sebastião em Carlos Chagas, como novo representante dos presbíteros,  o Bispo agradeceu ao antecessor pelo trabalho junto à pastoral presbiteral e acolheu juntamente com os presbíteros presentes o novo representante.

Mas, qual é mesmo o lugar e a função deste sacerdote? Ao falar de Pastoral Presbiteral, surge sempre um questionamento sobre a figura do representante dos presbíteros. Em muitos encontros de presbíteros, o questionamento é sobre o lugar de quem está nessa função e a atividade que ele deve desenvolver. Na legislação complementar do Código de Direito Canônico (CDC) — texto da CNBB — o Cân. 496, nº 5, diz: “Cada Conselho Presbiteral tenha um representante junto à Comissão Regional de Presbíteros”.

Na Presbyterorum Ordinis, nº 7, assim lemos: “Os presbíteros, junto com o bispo, participam de tal sorte de um e mesmo sacerdócio e ministério de Cristo. Por causa do dom do Espírito Santo, que foi dado aos presbíteros na sagrada ordenação, são eles os auxiliares e conselheiros necessários dos bispos no ministério e no múnus de ensinar, santificar e apascentar o povo de Deus. Por causa desta comunhão no mesmo sacerdócio e ministério, os bispos têm os presbíteros em conta de irmãos e amigos e, na medida de suas forças, tomem a peito o bem deles, tanto o material quanto sobretudo o espiritual. Saibam escutá-los, consultá-los, e com eles se entreter sobre as necessidades da ação pastoral e o bem da diocese. Para que isso de fato seja levado à prática, forme-se — num modo adaptado às circunstâncias e necessidades hodiernas, na forma e por normas a serem tratadas pelo direito — um grupo ou senado de sacerdotes, que representem o presbitério e possam auxiliar eficazmente com seus conselhos o bispo no governo da diocese.

O Conselho Presbiteral, do qual o representante dos presbíteros deve fazer parte, foi pensado e instituído pelo Concílio Vaticano II, posteriormente regulamentado pelo CDC nos cânones 495 a 502. A Comissão Nacional de Presbíteros, na articulação dos encontros nacionais, regulamenta a participação dos delegados diocesanos por meio de eleição em cada presbitério. Fica assim entendido que o representante dos presbíteros é, ele também, eleito pelo presbitério para essa função. Sendo eleito democraticamente pelos colegas de presbitério o Eleito pelo presbitério, ele será membro do Conselho Presbiteral no tempo predeterminado.

O representante dos presbíteros deve ser aquele que chama a atenção de toda a Igreja particular para uma maior compreensão da ministerialidade eclesial, especificando a função de cada ministério e a do presbítero como aquele que faz toda a articulação entre os diversos ministérios. Se entre os membros do Conselho Presbiteral está o representante da diocese na Comissão Regional de Presbíteros, já temos aqui duas funções para o representante dos presbíteros: ele é membro nato do Conselho Presbiteral e faz parte da Comissão Regional de Presbíteros.

Na Presbyterorum Ordinis, nº 8, um dos fundamentos para a Pastoral Presbiteral, podemos ler: “Os presbíteros, estabelecidos na ordem do presbiterato através da ordenação, estão ligados entre si por uma íntima fraternidade sacramental. Levados pelo espírito fraterno, não esqueçam os presbíteros a hospitalidade, pratiquem a beneficência e a comunhão de bens. Também, para uma folga, reúnam-se com gosto e prazer, lembrados das palavras com que o próprio Senhor convidava os apóstolos cansados: “Vinde à parte para um lugar deserto e descansai um pouco” (Mc 6,31).

No subsídio sobre a Pastoral Presbiteral, nº 7, falando do lugar dessa pastoral, afirma-se que: “O principal agente da pastoral presbiteral deve ser o bispo diocesano. O bispo com os presbíteros e estes com o bispo promovam um ambiente saudável, de unidade e amizade, na própria Igreja local, na plena consciência de serem juntos sacramento do Corpo de Cristo”.

No aprofundamento do tema da pastoral presbiteral, para a sua efetiva concretização na Igreja particular, entendemos que o representante dos presbíteros tem uma missão bem definida. www.vidapastoral.com.br/artigos/ministerio-presbiteral/representante-dos-presbiteros-no-presbiterioa.

E nos dias 12 a 16 de julho segue-se o retiro do clero sob a orientação do Frei Paulo Roberto Gomes, OFMcap. A temática é: “O sacerdócio Cristão. Uma Peregrinação interior para conformar sua vida, com Cristo”.

E nós os cristãos leigos e leigas, e as religiosas de nossa diocese nos unimos aos nossos presbíteros, pedindo  que o Espírito Santo os fortifiquem na sua missão evangelizadora.

Por Pascom Diocesana

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