Bispos

 

Artigo da Srª Maria Helena Ottoni Guedes

Extraído da Revista de n.º 03 do Instituto Histórico e Geográfico do Mucuri







Bispado de 1960 a 1985

O primeiro Bispo Dom Quirino Adolf Schmitz, nomeado em 22 de dezembro de 1960 e sagrado por Dom Armando Lombardi no dia 25 de abril de 1961, em Gaspar (Santa Catarina) sua terra natal, chegou à de nova  Diocese em 4 de junho de 1961, aclamado pelo povo que o esperava pelas ruas, tomando posse como Pastor da Igreja que lhe fora confiada. Começava assim a caminhada da Diocese de Teófilo Otoni, mergulhada no lema do seu Pastor EvangelioInhaerere, o compromisso com o Evangelho.

Como Bispo de Teófilo Otoni, Dom Quirino procurou dar feição à Igreja local, descobrindo e aceitando novos caminhos para a salvação do povo, num estilo missionário que marcou suas visitas pastorais. Visitava com frequência as paróquias e comunidades da Diocese, com uma zona rural de difícil acesso, configurando o pastoreio da Diocese em um verdadeiro ato de heroísmo e pioneirismo, tanto do Bispo diocesano como também dos primeiros Presbíteros, tentando estabelecer uma relação bem próxima de todos.

Acompanhando o crescimento e o desenvolvimento das cidades da Diocese, Dom Quirino, juntamente com todo o Clero, procurou incrementar a ação pastoral, fazendo crescer o número de leigos e leigas engajados. Com o resultado desse trabalho, foram criadas  novas paróquias e novas pastorais. No final dos anos 80, tínhamos a criação de muitas Paróquias, coordenações de pastorais, movimentos e espiritualidades.

A preocupação com a formação do clero local vem da década de 1960. Antes da criação da Diocese eram os frades franciscanos que aqui residiam e exerciam as funções religiosas na cidade e na região.  Com a nova configuração religiosa muitos foram transferidos pelas Províncias a que pertenciam para outras cidades. O trabalho era muito e poucos os operários.  Faltavam padres.  Visitando a Diocese de Alba, na Itália, Dom Quirino consegue trazer para Teófilo Otoni os primeiros padres italianos, que tiveram uma atuação marcante naqueles primeiros anos da criação da nossa Diocese.

Foi, ainda, Dom Quirino quem acreditou e investiu muito na formação do clero criando o Seminário Maior do Nordeste de Minas, que teve importante papel na formação teológica e pastoral de muitos leigos. Querendo deixar pastores para o seu povo, teve no Seminário a sua preocupação primordial, fazendo brotar as vocações do próprio solo da Diocese.

As aplicações do Concílio Vaticano II (1962-1965), convocou toda a Igreja a ser pobre e profética, e a presença solidária da Igreja junto aos trabalhadores ficou gravada na memória da região. Vivenciou e assumiu corajosamente as consequências das suas opções a partir da Conferência de Puebla, em 1979. A ação da Igreja e sua presença junto ao povo, foi o grande sinal do compromisso de fé e vida.  Foi um longo tempo de organização da Igreja que nascia.

Em 1980, por motivo de saúde, Dom Quirino pede à Nunciatura um bispo auxiliar e em 8 de junho de 1980 Dom Antônio Elizeu Zuqueto, veio para cumprir esta função, que durou muito pouco, pois  dois anos depois foi nomeado como Bispo Diocesano de Teixeira de Freitas e Caravelas.

Dom Quirino continuou sua procura.  E depois de muitas sondagens e relutâncias a Diocese recebeu com alegria e entusiasmo como bispo auxiliar Dom Fernando Antônio de Figueiredo, sagrado na Catedral de Teófilo Otoni, no dia 10 de março de 1984, por Dom Paulo Evaristo Arns, onde um ano mais tarde seria  eleito bispo coadjutor de Dom Quirino,   vindo a sucedê-lo em 1986 como bispo diocesano.  Em 1985, Dom Quirino, em razão do agravamento do seu estado de saúde e sentindo a impossibilidade de realizar os difíceis desafios do cargo, apresentou ao Papa a sua carta renúncia, aceita e publicada em 31 de julho de 1985.

Em 20 de julho de 2007, aos 88 anos de idade, na cidade que escolheu como sua morada, Dom Quirino,  então bispo emérito, o eterno Pastor Inquieto, veio a falecer. Foi velado na Catedral Imaculada Conceição, onde foi sepultado.







(1984-1989) Bispo auxiliar,coadjutor e diocesano

Dom Fernando Antônio Figueiredo, com o Lema “Servio in Evangelio” (a Serviço do Evangelho) assumiu a condução pastoral da Diocese como seu segundo Bispo em 31 de julho de 1985, nela permanecendo durante quatro anos, período em que procurou dar continuidade aos trabalhos iniciados por seu antecessor, ao mesmo tempo em que introduzia as mudanças que eram necessárias e enfrentando muitos desafios. Sua atuação foi marcada pela sua fidelidade na fé e por uma sempre renovada esperança e corajosa caridade. Em 1989 foi nomeado pelo Papa João Paulo II como primeiro bispo da Diocese de Santo Amaro, em São Paulo, onde hoje é Bispo Emérito.

Bispado de 1989 a 1996

O terceiro Bispo da Diocese de Teófilo Otoni, Dom Waldemar Chaves de Araújo, tomou posse em 18 de fevereiro de 1989, e foi acolhido com carinho e muita alegria pelos diocesanos. Com o Lema:OportetOboedieDeo (Descoberta da vontade de  Deus), marcou sua atuação com a realização das Assembleias Diocesanas de 1992 e 1996 por ele convocadas e presididas e instaurou o 1º Sínodo Diocesano em 1996, ano em que foi transferido para a Diocese de São João d’El Rei.

Bispado de 1998 a 2009

Após dois anos de sede vacante e uma longa espera, em 06 de junho de 1998, foi empossado Dom Diogo Reesink como o 4º bispo da Diocese de Teófilo Otoni,  pela qual foi responsável até 2009. Ao completar 75 anos, de acordo como  Cânon 401 §1º do Código de Direito Canônico, pediu renúncia. No dia 25 de novembro de 2009 teve seu pedido de renúncia aceito pelo Papa Bento XVI, tornando-se assim bispo emérito.

Fundador e Reitor do Seminário de Teófilo Otoni, onde já trabalhara na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em 1970, com seu estilo franciscano e sua admirada simplicidade, realizou seu pastoreio com paciência, cativando a todos. Trabalhou em silêncio, harmonizando o clero e servindo indistintamente a todos. Abraçou o Projeto Ser Igreja no Novo Milênio que objetivava orientar a reflexão, o estudo e o aprofundamento bíblico das comunidades cristãs católicas.

Seu episcopado foi marcado por muita reflexão e revisão de posturas formativas, pastorais e administrativas.

Bispado 2010 a 2017

Quinto bispo de Teófilo Otoni, Dom Aloísio é nomeado no dia 25 de novembro de 2009, pelo então Papa Bento XVI, Sucedendo  a Dom Diogo Reesink que, em conformidade ao Cânon 401 §1º do Código de Direito Canônico, pediu renúncia após completar 75 anos.

Assumiu a caminhada que a diocese adotou desde o Vaticano II. Em tempos do Papa Francisco, Dom Aloísio procurou implantar no coração de todos e em todos o que é  ser uma Igreja descentralizada e em saída. A criação de novas paróquias revelou isso: padres mais perto do povo e povo mais perto do padre. Evangelizou e comunicou, incentivando o bom uso dos Meios de Comunicação.

Dom Aloísio viveu a sua história com novos enfoques, conquistas e confrontando-se com novos desafios: criação de novas paróquias, formação dos sacerdotes, ordenações sacerdotais, ampliação e construção de novas igrejas, nova sede da Cúria Diocesana, reabertura do Seminário, reforma da Casa de Oração onde são realizados retiros, encontros e estudos, criação da Hospedaria Bem Vinda para abrigar os acompanhantes de enfermos carentes da região, o Bazar Sempre Viva para dar sustentabilidade à Hospedaria,reestruturação da administração e aprimoramento da Cúria Diocesana, entre outros.

Na área da educação, com a reabertura do Seminário Diocesano, criou-se o Instituto de Filosofia Espírito e Vida, aberto ao público, visando proporcionar àqueles que desejarem uma oportunidade de estudar e se aprofundar no estudo da Filosofia.

 Na manhã do dia 20 de setembro de 2017, a cidade foi tomada de surpresa : Dom Aloísio fora nomeado bispo da Diocese de Sete Lagoas, pelo Papa Francisco.

Bispado 2019 …..

Após longos meses em que os diocesanos, cristãos fiéis, clamaram em orações pedindo a Jesus um novo pastor, as preces foram ouvidas. No dia 14 de novembro de 2018, foi nomeado pelo Papa Francisco o bispo de Teófilo Otoni  Dom Messias dos Reis Silveira, transferido da sede episcopal de Uruaçu (GO).

Dom Messias dos Reis Silveira nasceu em 25 de dezembro de 1958 em Passos, Guaxupé, no estado de Minas Gerais. Realizou seus estudos filosóficos na Pontifícia Universidade Católica de Campinas e os estudos teológicos no Centro de Estudo da Arquidiocese de Ribeirão Preto. Foi ordenado sacerdote em 11 de agosto de 1992, e foi pároco da catedral “Nossa Senhora das Dores”, na diocese de Guaxupé.

Foi o primeiro diretor pedagógico e formador do Seminário São José, do qual foi reitor. Também foi reitor da Casa de Formação Presbiteral “Nossa Senhora das Dores”; membro do Conselho Presbiteral; membro do Colégio de Consultores e do Conselho de Formação Presbiteral.

Dom Messias dos Reis Silveira foi nomeado pelo papa Bento XVI para a diocese de Uruaçu (GO) em 2007, sucedendo a dom José da Silva Chaves cuja renúncia ao governo pastoral da diocese foi aceita por limite de idade

Lema episcopal

O lema episcopal o qual foi tirado do Evangelho de João “Permanecei em mim” (Jo 15,4). Permanecer em Cristo deve ser o esforço de quem é chamado a servi-lo. Não é um lema de proteção, no sentido de encolhimento dentro da vida de Cristo, mas trata-se do desafio de segui-lo onde quer que Ele vá, se necessário até à Cruz. Ir com Cristo até o fim, sem buscar recompensas, trabalhando incansavelmente pelo Reino de Deus, esse é meu desejo. Quero assim permanecer sempre Nele.

brasaodommessias

Brasão de Armas de Dom Messias Reis Silveira

Descrição: Escudo eclesiástico partido. O primeiro de argente com três faixas de goles – Armas dos Silveiras. O segundo de blau com uma flor-de-lis de argente sobre um crescente do mesmo. O escudo está assente em tarja branca. O conjunto pousado sobre uma cruz trevolada de ouro. O todo encimado pelo chapéu eclesiástico verde, forrado de vermelho, com seus cordões em cada flanco, terminados por seis borlas cada um, tudo de verde. Brocante sob a ponta da cruz um listel de goles com a legenda: MANETE IN ME, em letras de argente.

Interpretação: No primeiro, estão representadas as armas familiares paternas de Dom Messias, os Silveiras. Os esmaltes e metais obedecem às regras heráldicas. O campo de argente (prata) simboliza a inocência, a castidade, a pureza e a eloqüência, virtudes essenciais num sacerdote. As faixas de goles (vermelho), simbolizam o fogo da caridade inflamada no coração do Bispo, pelo Divino Espírito Santo, bem como, valor e socorro aos necessitados. O segundo campo, de blau (azul) representa o manto de Maria Santíssima sob cuja proteção o Bispo pôs toda a sua vida sacerdotal, sendo que este esmalte significa: justiça, serenidade, fortaleza, boa fama e nobreza; e a flor-de-lis sobre o crescente representam Nossa Senhora da Conceição, sendo que, por seu metal argente (prata), tem o significado acima descrito. A cruz e o chapéu representam a dignidade episcopal. O ouro da cruz simboliza: nobreza, autoridade, premência, generosidade, ardor e descortínio. O listel tira seu lema da frase do Evangelho de São João (Jo. 15, 4): “Permanecei em Mim”, sendo uma afirmação da confiança do Bispo de que quem permanece unido a Cristo dará muito fruto.

extraído do Blog de Dom Messias.

http://dommessias.com.br/biografia

2 comentários em “Bispos

  • em 19:50
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    Boa noite. Aqui é o padre Jaidson, reitor do seminário da diocese de Teófilo comunidade de Teologia. Queria só fazer uma observação, pontificado usa somente, para o Papa, no entanto no histórico de dom Diogo usou-se a terminologia incorreta. Obrigado.

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    • em 21:22
      Permalink

      Boa noite, obrigado pela observação a alteração foi realizada.
      Assessoria de comunicação

      Resposta

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